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Orgânico - Circular - Arte na Praça Adolpho Bloch - SP

 

CIRCULAR - Arte na Praça Adolpho Bloch inaugura “Orgânico”, no próximo sábado (12), em São Paulo

Exposição em praça pública inaugura obras como alternativa à pandemia

 

O projeto Arte na Praça Adolpho Bloch se consolida como uma opção de entretenimento cultural de qualidade, ao ar livre, gratuito e foi batizado de “Orgânico”. 

Marc Pottier, curador da mostra desde sua primeira edição, escalou novos artistas que vão somar ao acervo permanente da Praça que inclui obras de Claudia Jaguaribe – Delphine - Douglas White - Hugo França, entre outros.

Os convidados da 4ª edição são Anna Guilhermina - Janaina Mello Landini - Juan Parada - Maria Fernanda Paes de Barros & Txahamehé Pataxó & Kuyawalu Aweti & Kulikyrda Mehinaku  - Nathalie Nery - Pedro França – Renata Vale - Ursula Tautz e Vanderlei Lopes.

Por definição, um produto "orgânico" é um produto vindo da agricultura biológica, mas hoje tudo é orgânico, desde roupas a tapetes biológicos, até água mineral e brinquedos são orgânicos. A relação dos artistas com a natureza e a floresta tem se tornado um tema recorrente. Um número cada vez maior de obras procura expressar emoções positivas ou negativas causadas pelo atual estado do meio ambiente, arriscando-se inclusive na proposição de um conceito de coexistência harmônica. Com isso em mente, a 4ª edição do projeto da Circular - Arte na Praça Adolpho Bloch busca introduzir tal discussão e democratizar seu alcance por meio de obras de artistas brasileiros.

 

ENTRE AS NOVAS OBRAS*

 

A instalação da artista Ursula Tuatz, Frestas Por Onde Muros Escoam, por exemplo, pretende reforçar a ideia da impossibilidade de conter o curso dos acontecimentos. Construída a céu aberto e, exposta ao sol e chuva, a obra se transformará no decorrer do tempo a seu bel prazer. O trabalho tombará, será invadido pela vegetação ou a terra escoará por entre os vergalhões, que fincados no chão formando grades no entorno das pirâmides, não constituirão obstáculo ao aterramento. As cadeiras se deslocarão de seu lugar inicial, o centro das pirâmides, ou o jardim se apropriará da instalação, gerando  um grande e novo canteiro alterando o espaço existente. Todos os esforços impeditivos de fechamentos e de proteção, opressão das diversidades e contaminação estão fadados ao fracasso. Tornou-se impossível conter os movimentos de expansão.

Apresentada por www.artefasam.com.br e www.lucianacaravello.com.br

Ursula Tautz - Rio de Janeiro, Brasil, 1968, onde vive e trabalha.

 

 

Já a obra da artista e pesquisadora, Maria Fernanda Paes de Barros teremos uma parede que reflete a passagem do tempo, um tempo que aos poucos lava as camadas do barro e deixa transparecer apenas aquilo que é essencial. Uma mistura de fragilidade e força cuja sensível impermanência deixa os poros abertos, como se nos despíssemos das inúmeras peles que nos são impostas pela sociedade em que vivemos e passássemos não apenas enxergar o outro, mas também a nos nutrirmos e aprendermos o que significa viver de verdade. Disposta de maneira que o público possa circular em torno dela, a estrutura em madeira jequitibá maciça esculpida em formas orgânicas intercala painéis feitos com uma mistura de barro, numa composição que abre espaço para uma “janela”, onde um punhado de sementes de Tento, apelidadas de Pau Brasil por sua cor vermelha, nos coloca em contato com a essência da vida.